quinta-feira, 26 de abril de 2007

A energia do funk está viva!!!


Como foi falado no encontro com BANKS (leia tópico abaixo), o funk tem sido fundamental na história da humanidade desde os anos 60. Ajudando a cultura negra a se afirmar na sociedade, o estilo frenético pega também pelo coração qualquer pessoa que não resiste ao seu groove. E é convidada a cultivar a "dança da libertação"...rs

Percebo em alguns clubs e festas que frequento na noite de Sampa este mesmo sentimento. Principalmente nos projetos undergrounds, onde é mais fácil notar a sintonia entre as pessoas com a música, os DJs e etc...

Não a toa, ando muito feliz em ter começado anteontem a festa Wi-Funk, no 8 Bar. Vai rolar uma vez por mês, de terça, com um espírito de mostrar este tesão pelo funk, pela dança, pela energia de forma muuuderna, digital, eletrônica...

E como já disse o mitológico James Brown: "todo homem é poderoso"!!!

VALEU pessoal do curso (e de fora, claro) que compareceu cheio de sorrisos... De coração, agradeço também aos DJs, VJS e todos que estão acreditando neste ideal e permitindo o projeto de tomar sua revolução da paz!!!

Rebola, pula e transmite cultura!!!







Uma rápida mensagem não deixa minha mente calar, desde o papo em sala de aula com o b-boy BANKS, na sexta passada, dia 20. O precursor do break no Brasil foi palestrar a convite do Prof. Fernão Ciampa, que está abordando o Hip Hop neste semestre em sua disciplina Cultura e Produção Musical.

O contato com o mebro do pioneiro coletivo Back Spin levou pouco mais de 1h, com a sala cheia - estavam as duas turmas (A e B). Descobrimos as origens do estilo que faz cabeças e cinturas pela mensagem que passa e pela simplicidade em que é produzido: logo o nome significa rebolar (to hip) e pular (to hop). Falou-se então que foi pela dança que o hip ho chegou no Brasil... Salve Nelson do Triunfo!

De todo o produtivo papo, que mapeou as origens, raízes, fases e diversidades da cultura break, dentro e fora do Brasil, separei dicas importantes que o BANKS passou a nós, futuros produtores musicais da indústria:

- "Os guetos começavam a trocar as batalhas violentas das ruas pelas experiências positivas da arte. Com os primeiros desafios de rimas, o rap (ritmo e poesia) imperava de vez"
- "Mesmo sem estudos acadêmicos, vou além. Sabendo que informação não é conhecimento, vou além do que é oferecido pelo sistema. O auto-didatismo da rua me fez chegar a consciência global, me deu infinitas lições e ensinou a me situar no mundo, por isso não sou vítima da pirâmide social"
- "Hoje em dia, é muito fácil fazer música com as novas tecnologias. Difícil é não ser banal. O mercado precisa de produtores autênticos, verdadeiros. Como produtores, vocês devem respeitar a diversidade, a misceginação".

Aííí... ao final, com todos plugados em suas idéias sensacionais, ele deu uma palinha, fez uns movimentos e assumiu que está com dores nas costas - coisa de veterano, né?!? Super humilde, ele é um bom exemplo para nós... A visita marcou muito, pelo menos pra mim!

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Fotos da Discompasso 2: lado-A!



Nós vemos as festas como um espaço ótimo pra difundir culturas, artes, crenças e paixões... Você precisava ter lido pelo menos as manchetes das matérias que separamos, mas nas próximas, outras novas e boas estarão garimpadas e expostas.





Chegue perto e divirta-se com as ramificações da música eletrônica, que dentro de um contexto, a partir dos anos 80, assim como a facilidade do hip hop, samplers & etc virou o vírus da mulecada, que cria novos nomes e gêneros a cada semana em seus quartos! Os grandes DJs Camilo Rocha e Renato Lopes são responsáveis por umas camisetas próprias com esta histórinha...


A bancada dos flyers é um espaço aberto pra você divulgar sua festa... Recebemos ali com este espírito o DJ Abstrato, que faz a Dissonante com o pessú do curso Produção de Música Eletrônica e DJ, lá do Campus Bresser. Aliás, a primeira festa deles rola na sexta agora, dia 20.





Os tecidos sempre presentes nas minhas festas, e agora na Discompasso, foram pintados pelo artista plástico Saulo Mota, presidente da Autvis (www.autvis.org.br), um 'big fish' da cena das artes visuais de Sampa.





O Bar do Alemão, logo no início da noite, só aguardando a galera! Agradecemos a Vita Eventos (www.vitaeventos.combr) e seu coordenador Bruno Pintucci, que nos locou gratuitamente os equipamentos de iluminação, porque aposta no espírito coletivo & artístico da Discompasso. Um salve também para o DJ Felipe, da De Leon Produções, que apoiou também, por sua vez com os CDJs.







Eu e a querida Alê, uma das designers e parceiras do pró-DA Fábrica. Parecemos ETs?!? rs.. Verde é esperança, prosperidade... Assim que caminhamos construindo o futuro próximo da Discompasso, inquietamente!





O DJ Tiago Du Ar, como eu (e muitos) já esperava pelos nossos bate-papos musicais no intervalo, arrasou com seu bom gosto em toques latinos e brasileiros bem variado e multi-cultural! Mais um da família Discompasso que tem o groove na veia.




Tão legal foi seu set de abertura, que voltamos para um duelo ("back2back": quando 2 DJs tocam juntos) no final da festa. Rolou bastante hip hop experimental e funk eletrônico! O Du Ar tocou no dia seguinte no chill-out da rave Kaballah com seu grupo BAQUE EN BIT, também altamente recomendável...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Tem Fôlego depois da festança?


Quem quiser conferir meu lado mais "pista" após a Discompasso 2, está mais do que bem vindo a Sunday Away, domingueira a dentro. Enquanto sexta no Bar do Alemão vai ser um set mais sussa, com experimentos ao lado das artes dos desenhistas e VJs, a balada no Tostex é forte. Veja você mesmo o line-up e pegue suas coordenadas no flyer!
Music.4.ever!!!

terça-feira, 10 de abril de 2007

Imprima o flyer e tenha desconto!!!


Apresente o flyer impresso e pague apenas 3 pratas pra entrar no universo Discompasso!!!

Discompasso 2 é sexta agora!!!



Chegou mais uma edição da nossa filha!!!

Este é o pôster. Amplie aí e veja a trama que foi criada para dar sequência com mais uma festança multi-cultural...

Até!

Páscoa no Lov.e teve de jazz a clássicos do techno











Entrar no clubinho do coração de Sampa aos sábados, sem passar pela sua "nova" ala Loveland é um grande vacilo... Descubri isso agora no sábado de aleluia, após ouvir o afinadíssimo DJ Dudão Melo com nu jazz & grooves e a banda Hotel Plaza, com standars pop em versões deliciosas.

O Dudão me contou que toca todo sábado lá sua mistureba criativa e que boa bandas "sempre estão rolando". Ele é residente também da Superjazz, as tais sextas insanas no Sarajevo. Funk-soul, nu jazz, broken beat, drum'n'bass... Uma porrada de som de qualidade com alma "black" e um pé na eletrônica que amamos!!!

Deeeeepois de boas doses de jazz e algumas de suco de laranja (estava gripado demais..rs), fui ao meu destino inicial: a pista do Lov.e, onde rolava a festa Lov.e Express.
Eu imaginava que a DJ top-carisma Mara Bruiser estaria recebendo DJs em sets de clássicos do techno, mas a diversidade imperou muito além de sons de pistas... E o resultado? Ótimo!!! U2, Madonna e Clash, entre outros, fez todo mundo cantar junto, sorrindo, mais no começo...

Era o DJ Bunnys, que depois voltou ao final, arregaçando com hardcore techno, acid house e clássicos 'ravers' junto com a Mara!!! Teve até Josh Wink, a "Higher State of Consciousness". Culpa do produtor-DJ Alex Strunz, que estava na pista implorando comigo pela mesma... =P

A edição "I Lov.e 80's" da festa do inquieto promoter Hermes também ficou marcada pelo live PA que o Nori fez... O mano mandou suas versões de hard techno feitas a partir de sons memoráveis das pistas. Sua colagem do sample de "Pump Up The Volume" (M/A/R/R/S) não saiu na minha cabeça até o final da páscoa.. É isso, pump up the volume, pump up the volume, pump up the volume, pump up the volume....

terça-feira, 3 de abril de 2007

Skol Beats vale 200,00? Por quê?


O line-up do Skol Beats saiu, 4 e 5 de maio será, e o consumo já é induzido, normal. Mas e aí, vale as 100 pratas para cada dia? Ou 120, para apenas um dia, sem o pacote...? Sem entrar em valores financeiros pessoais, vou fazer a minha análise do que acredito fazer valer a pena, olhando para os artistas.
Para afogar o meu romantismo pelos DJs-professores, os clássicos, nem paro pra questionar minha presença em sets de nomes 'oldschool' como Laurent Garnier, em 3 horinhas na tenda Terra The End. O Garnier, (não é marca de shampoo) pai do techno e do DJing na França, eu vi no Lov.e em 2005, como poucos, até às 9h da manhã numa segunda... mas num festival será diferente. Ah! Eu cobri o SonarSound pro site Nokia Trends em 2004, quando ele fez outro de seus sets viajeiras entre estilos e tempos, mas aff.. faz tempo já!!!
Não perco também Garnier junto com Marky em set especial, fechando a tenda de drum'n'bass, no sábado! Será a 1a vez assim no Brasil.
Numa entrevista coletiva em que participei (na FNAC), Garnier contou que quando foi tocar drum'n'bass em Londres na noite DJ Marky & Friends (no clube The End), tinha muito mano olhando torto e de braço cruzado para a cabine, no começo da noite... Inclusive, o DJ Goldie, pioneiro da cena inglesa!!!
Aiai... só nesta cena de drumba mesmo..rsrs... mas acho bem legal este lance de questionar o talento do DJ.. Questionar, sempre, tudo!! Ainda mais hoje em dia, quando tá sobrando MKT nos beats, u know!!! E é por isso que não piso na tenda da DJ Mag. Esta revista inglesa é duvidosa, principalmente pela lista anual que faz para promover DJs (tipo Big Brother, em que o público escolhe)...afff, sem credibilidade alguma. Mas muita gente por aqui compra a idéia do 'top-DJ 25' pra cá, o 'top-DJ 16' pra lá. SÓ NO BRASIL MESMO!!!

Afrika Bambaataa e a "procura da batida perfeita"

Você acha que essa frase é do D2? Como um bom rapper, ele chupinhou (sampleou) esta mensagem de outra fonte. E vamos a ela: "Looking For The Perfect Beat".
A música foi lançada em 1983 pelo Afrika Bambataa e sua Soulsonic Force, pouco após o sucesso de "Planet Rock". Ambas são pilares do hip hop e parte do que foi feito de eletrônico nos anos 80.
O funk carioca nasceu como consequência brasileira a este vírus electro-funk americano, sabia? Pena que as favelas não tiveram incentivo e o som ficou sempre uma tosqueira, mas com uma mensagem muito pertinente e criativa para a sua geração... E agora, vem este Bonde do Rolê pra gringo ver, resgatando a cultura?

Num sei, não... eu paro por aqui, lembrando que foi muitíssimo bem escalado o DJ Zegon pra tocar (representar o Brasil?), horas próximas do Bambaataa... tudo a ver, igual a Globo e você..rs.. Salve para o DJ Nuts que abriu o Trio Pepsi Eletric no ano passado, com uma puuuta variedade de grooves!!! Histórico! Já em 2005, Nuts tocou com Igor Cavalera e Zegon no mesmo palco...

Ainda espero boas novas reboladas com o M.A.N.D.Y (da crew alemã Get Physical), 2020 Soundsystem (do ótimo selo 20:20 Vision), Gui Boratto (aha-uhú, ele não é só nossú) e Nathan Fake, live que promete arrepios... se você já não os ouviu nas mãos de DJs brasileiros, jajá vai até cansar!!! E que este Skol Beats com jeitão meio VINTAGE também inspire muitos artistas das pistas em 2007 a sair do tempo linear!
O line-up ta aqui: www.skolbeats.com.br;

Adoramos o discompasso do Mau Mau!


A última apresentação que assisti do DJ Mau Mau me inspira para este post. Foi o seu "set especial de house" no clube Clash, dentro da festa Colors, no sábado passado (31/03). Como a ilusão de luzes da foto sugere, tem DJs que parecem valer por dois ou muitos outros na cabine.

Principalmente os ecléticos e com informação diversidicada pra passar. E este é o caso do professor em questão.

Como eu esperava, Mau fez rebolar atééé, com bastante groove e levada funky, suas fortes características - geralmente mais notadas no seu techno-bom-de-cada-dia. As nuances de climas (oras mais denso, ora mais chilly) e referências (break, acid, deep, funk) me deixaram com água na boca, mesmo depois de boas duas horas...

É isso! Esperamos que outros agitadores da noite proponham mais sets especiais, desafiando os DJs a ousarem cada vez mais. Eu vivo dizendo... "DJ é músico, faz músicas de 2h ou mais horas, viajando no tempo e etc!", mas nem todos (ainda) acreditam.

Podemos mudar a idéia de que vivemos apenas "animando festas", né? E bora levar cultura pra galera... Acredito que jajá mais gente vai conseguir captar quando uma cabine bem iluminada não é só ilusão de ótica...

Faça como a gente da Discompasso, cobre variedade e/ou o conhecimento do DJ, ou aceite pagar $$ para um espertão apertar botões e pagar de gatão..rs! Ahhh, a tal da técnica da mixagem todo mundo aprende, igual a dirigir...

Salve pros irmãos Wander A. e Wagner J., guerreiros da Colors, e pro crew do Clash, sempre levando adiante!!!


Recomendo: