quarta-feira, 30 de maio de 2007

Conhece a Matramba?


Não sei se você já se ligou no logo da Matramba, em nossos pôsters e flyers da Wi-Funk... A fabricante de cartucheiras descoladas é uma das apoiadoras desta festa que faço com o DJ Daniel Cozta mensalmente no 8 Bar.

A marca sempre esteve envolvida na noite, dentro e fora de São Paulo. Seja dançando e rebolando na cintura da galera raver, ou seja na própria barraca que o dono Beto Araújo arma em grandes festivais. Por mais uma vez, este ano participou do Mercado Mundo Mix, inclusive dentro da tenda do mesmo no Skol Beats 2007. O Universo Paralelo também está na rota anual da loja...

Quem acessar o blog da Matramba a partir do dia 12 de julho, poderá conferir a sua trip pela Europa, como um diário de bordo. Vão reportar os festivais Sonica, na Itália e o português Boom, entre outros. Outra equipe fica por aqui pra participar da Tranceformation.

E você ainda vai ouvir bastante a Matramba nas pistas. Beto começou a promover festas esporádicas sob o mesmo nome, no Vegas. Em uma quarta-feira de abril, comandou a pista de baixo do clube da Augusta, festança na qual toquei no começo. Foi bem divertido, pois adoro tocar para públicos novos, testar percepções... E minha praia não é rave, cujo público maior da loja é este... e que anda bombando o Vegas às quartas, viu? Todo mundo rebolou house, breaks, minimal e grooves que toquei!!! Viva o ecletimo!

Nesta semana, a Matramba invade as duas pistas do Vegas, em parceria com o selo Tropical Beats. Agora que você já conhece mais um pouco, cola lá!!! E adianto que dia 26 de junho será a próxima Wi-Funk. George Actv e Dudão Melo serão os convidados para sets especiais!!!

terça-feira, 29 de maio de 2007

5a Aumentada & Schizophrenie para afogar as mágoas do PLAY

Depois de um final de semana tenso com a participação do Meu Nome é Carlos & DJ Marmitex na finalíssima do PLAY, concurso da Anhembi Morumbi que... não ganhamos... bora tomar o rumo!!! Parabéns aos vencedores e à Vivência & Eventos do Campus Vila Olímpia que promoveram um puta festival.

Quinta é dia da minha eclética residência na Casa Amarela, ao lado do top-veterano DJ DUDÃO MELO (Loveland, Superjazz, Sarajevo, Sky). Balada intimista para umas 300 pessoas num sobradão antigo, no final da Paulista com a Consolação (R. Minas Gerais, 367, R$ 10, às 23h);

Tocamos jazz-funk-soul e as novas sonoridades a partir daí, como funky-house, electro e breakbeats... A festa intitulada SCHIZOPHRENIE, conceito da querida Marcelle, questiona o sexo como produto de consumo na sociedade atual. Como?? Vai lá pra descobrir, ué.. adianto que rolam curtas na telona e clima de cabaré! Gosta de céu aberto e luz de velas? Lá é a cara!!!

Antes da night.. me apresento com o Meu Nome é Carlos, na hora do almoço - 12h45 às 13h20; Desta vez no Galpão do Campus Morumbi. É mais uma 5a Aumentada, projeto com talentos do curso Produção Musical. Faremos as mesmas três faixas que rolou no PLAY: "Pocket Calculator" (Kraftwerk), "Memorabilha" (Soft Cell) e "I Feel Love" (Donna Summer); Quem sabe rola ainda uma participação do Luis Lima, do grupo Hello Dali!!! (Av. Roque Petroni Jr., 630, Grátis);

terça-feira, 22 de maio de 2007

Dançando na rua, um brinde ao largo do Baruf!




No ultimo domingo, fui convidado para tocar no projeto Dançando na Rua, dos cultos DJs Robson e André Bacon. O encontro rola quinzenalmente pela força de amigos da música boa e underground, no largo do Baruf, em Carapicuíba, periférica zona oeste de Sampa. Foi ótimo ter participado e ainda mais ao lado de outro mente sana do techno, o DJ André Juliani (Máfia/Vegas). União faz a força, pessoas fazem a paz e os DJs o clima!!! O Cassimira, boteco do grande Marcelão, é 'O' local que agrega tudo isso... Um prazer a todos que estavam lá, mas que infelizmente não guardei o nome..rs!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

I Mercadão Morumbi teve DJs aqui da casa


A um prestigioso convite da Vivência & Evendos do Campus Morumbi, fiz a seleção dos DJs para botar som no I Mercadão. Foi super gostoso unir a galera chegada à Discompasso (alguns já havima tocado na festa) para mostrar músicas de qualidade: jazz, soul, funk, hip hop, deep house e mais... Tão bacana foi conhecer artístas e estilistas da moda e do design que estavam expondo suas marcas!!! Novas amizades surgiram, aguardem por parcerias inéditas, viu?!?

domingo, 6 de maio de 2007

Garnier conta história...



Ressaaaaca geral pós-Skol Beats... Mas um dos motivos que me traz aqui nesse momento disco'ncertante foi o set do Laurent Garnier, ontem das 1h às 4h. Dos verdadeiros "mestres do vinil" do festival, o francês marcou mais uma passagem pelo Brasil com ecletismo. Ele é conhecido por não ver barreiras entre estilos musicais, filosofia esta do seu selo também, o FCOMMUNICATIONS.

E é da sua casa que saiu um dos momentos mais felizes do Skol Beats 2007, a música "The Man With The Red Face" (capa acima). Após rolar inteirinho este techno-jazz de sete anos atrás, Garnier quebrou as pernas (literalmente) com drum'n'bass em três faixas... Ele já havia tocado electro, minimal, deep house!!! Enfim, a palavra que traduz mais uma vez sua passagem por aqui é IMPREVISIBILIDADE... É nesta que os DJs brasileiros deveriam se apoiar e tomar o set dele mais uma vez como uma aula.

Neste sentido - de esperar o inesperado - , o DJ Q-BERT foi outro "mestre do vinil" que fez valer a pena. Funk-70 e hip hop oldschool costurados por scratchs ligeiros!!! Já as novidades que me despertaram interesse foram Nathan Fake com sua chuva 'acid' e cheia de sons acidentais (aphex twin foi brindado) e 20:20 Soundsystem com baixo e bateria mirabolando!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Eliminatória do Play teve revival ao vivo!!!


Como hoje teve a minha apresentação junto ao live PA Meu Nome é Carlos, no festival Play (da anhembi morumbi/vila olimpia), gostaria de apresentar melhor o grande figura que me orgulha em estar do lado para criar minhas primeiras músicas...

Fizemos duas interpretações, tipo remix, para Donna Summer, "I Feel Love" (feat. Giorgio Moroder) e "Memorabilha", do Soft Cell. Na abertura, apresentamos nossa música 'sem nome', que tem o belo cello da Erica Manfredini, num lance mais experimental!

Escrevi no feriado o release abaixo, que se encontra na comunidade dele no orkut, também criada no Dia do Trabalho... Se você curtir as idéias, entra lá:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31642171


"Meu Nome é Carlos nasceu como reação ao doentio perfeccionismo do produtor Fabeo Firsoff. Se antes, ele mesmo não conseguia finalizar e mostrar músicas próprias, com seu projeto atual desconstrói parâmetros pré-determinados, libertando-se para os experimentos...Por trás de sua face cômica, habita a complexidade de uma mente inquieta que não vê barreiras entre estilos musicais. Porém, Meu Nome é Carlos é mais voltado para o berço do eletrônico, o oldschool, o industrial e à música "funky", "groove": para o corpo!!! O norte que joga todas estas misturas pra um lado único é sua espécie de ode a ´tosquice´! Espere, assim, por ruídos, discompasso e sons improváveis ao contexto estético de nossa sociedade: underground!"

E abaixo, uma 'rapidinha 'com o moço (rs):

Discompasso Blog - Como surgiu o Meu Nome é Carlos?

MNEC - Há uns dois ou três ou quatro anos atrás à partir de uma musiquinha "repentista" conhecida hoje como Nódulos Espaciais. No momento todos os meus "pseudônimos" já estavam ficando velhos e eu precisava de algo novo. Então quando o doutor Teixeira em um de seus atos de proeza por indução alcóolica pegou um violão e começou a cantar: "Meu nome é Carlos, Maria Regina venha cá". Eu soube que era exatamente o que eu queria. Daí foi só pedir a permissão.

MNEC - Discompasso Blog - E, como rolou, produzir suas músicas pelas primeiras vezes?

O lance de produzir músicas é bem anterior ao Meu Nome é Carlos. Eu sempre fui muito curioso em relação ao processo de criação de música eletrônica... sempre foi evidente pra mim que batida eletrônica não era algo "executado", mas coisas como 'drum machines' e 'step sequencers' nunca passaram pela minha cabeça. Antes da internet virar moda, esse tipo de coisa não era tão óbvia, então, quando adquiri meu primeiro computador no natal de 1997, comecei a brincar com o que tinha disponível de programinhas freeware e trial de edição e composição em MIDI... e o resto é mero experimentalismo que rola até hoje.

MNEC - Discompasso Blog - Qual relação você vê entre música e tecnologia?

Música e tecnologia..... Isso é mais subjetivamente filosófico do que objetivo. A tecnologia oferece recursos que possibilitam diversidades musicais impensáveis há muito tempo atrás. Digo até que todas as mudanças que ocorreram na música no decorrer do século XX foram em grande parte devidas à tecnologia. O fator filosífico da questão é se isso é para bem ou para mal. Rola uma polêmica em torno.
disso. Eu sou a favor dessa diversidade. Conheço quem abomina as facilidades tecnologicas que permitem a qualquer um produzir uma "pseudo-música" e até entendo o ponto de vista. Mas ainda assim, acho algo importante. É o reflexo de um mundo em mutação que se transforma cada vez mais rápido e essa mutação é característica. Faz parte da história contemporânea. A menos que não faça... =?