Como hoje teve a minha apresentação junto ao live PA Meu Nome é Carlos, no festival Play (da anhembi morumbi/vila olimpia), gostaria de apresentar melhor o grande figura que me orgulha em estar do lado para criar minhas primeiras músicas...
Fizemos duas interpretações, tipo remix, para Donna Summer, "I Feel Love" (feat. Giorgio Moroder) e "Memorabilha", do Soft Cell. Na abertura, apresentamos nossa música 'sem nome', que tem o belo cello da Erica Manfredini, num lance mais experimental!
Escrevi no feriado o release abaixo, que se encontra na comunidade dele no orkut, também criada no Dia do Trabalho... Se você curtir as idéias, entra lá:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=31642171
"Meu Nome é Carlos nasceu como reação ao doentio perfeccionismo do produtor Fabeo Firsoff. Se antes, ele mesmo não conseguia finalizar e mostrar músicas próprias, com seu projeto atual desconstrói parâmetros pré-determinados, libertando-se para os experimentos...Por trás de sua face cômica, habita a complexidade de uma mente inquieta que não vê barreiras entre estilos musicais. Porém, Meu Nome é Carlos é mais voltado para o berço do eletrônico, o oldschool, o industrial e à música "funky", "groove": para o corpo!!! O norte que joga todas estas misturas pra um lado único é sua espécie de ode a ´tosquice´! Espere, assim, por ruídos, discompasso e sons improváveis ao contexto estético de nossa sociedade: underground!"
E abaixo, uma 'rapidinha 'com o moço (rs):
Discompasso Blog - Como surgiu o Meu Nome é Carlos?
MNEC - Há uns dois ou três ou quatro anos atrás à partir de uma musiquinha "repentista" conhecida hoje como Nódulos Espaciais. No momento todos os meus "pseudônimos" já estavam ficando velhos e eu precisava de algo novo. Então quando o doutor Teixeira em um de seus atos de proeza por indução alcóolica pegou um violão e começou a cantar: "Meu nome é Carlos, Maria Regina venha cá". Eu soube que era exatamente o que eu queria. Daí foi só pedir a permissão.
MNEC - Discompasso Blog - E, como rolou, produzir suas músicas pelas primeiras vezes?
O lance de produzir músicas é bem anterior ao Meu Nome é Carlos. Eu sempre fui muito curioso em relação ao processo de criação de música eletrônica... sempre foi evidente pra mim que batida eletrônica não era algo "executado", mas coisas como 'drum machines' e 'step sequencers' nunca passaram pela minha cabeça. Antes da internet virar moda, esse tipo de coisa não era tão óbvia, então, quando adquiri meu primeiro computador no natal de 1997, comecei a brincar com o que tinha disponível de programinhas freeware e trial de edição e composição em MIDI... e o resto é mero experimentalismo que rola até hoje.
MNEC - Discompasso Blog - Qual relação você vê entre música e tecnologia?
Música e tecnologia..... Isso é mais subjetivamente filosófico do que objetivo. A tecnologia oferece recursos que possibilitam diversidades musicais impensáveis há muito tempo atrás. Digo até que todas as mudanças que ocorreram na música no decorrer do século XX foram em grande parte devidas à tecnologia. O fator filosífico da questão é se isso é para bem ou para mal. Rola uma polêmica em torno.
disso. Eu sou a favor dessa diversidade. Conheço quem abomina as facilidades tecnologicas que permitem a qualquer um produzir uma "pseudo-música" e até entendo o ponto de vista. Mas ainda assim, acho algo importante. É o reflexo de um mundo em mutação que se transforma cada vez mais rápido e essa mutação é característica. Faz parte da história contemporânea. A menos que não faça... =?
Um comentário:
E não é que ele postou as abobrinhas mesmo? (q medo!)
Bom, a apresentação no play foi completamente mais ou menos isso aí mesmo. Apenas fazendo algumas considerações sobre a segunda track do set: Memorabilia (sem H) é sim uma composição do Soft Cell pelo que eu li, mas não conheço essa versão. A que tocamos foi baseada já em cima de uma interpretação feita pelo Nine Inch Nails. De resto, tirando distorção e microfonia, foi bem absolutamente super ultra mega mais ou menos bom.
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