segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Quem é o Semiotic, você ainda não sabe?


Depois de compartilhar seus breaks rebolantes e seu wonky-techno hilário na última Discompasso, o Semiotic bateu um papo aqui com o blog!!! Saiba mais sobre a cena que o cerca e veja acima, fotos dele em ação na bagunça de sexta passada, no Bar do Alemão. Quem perdeu, perdeu.... Mais fotos (e fatos) em breve!!!

1) DISCOMPASSO - Como surgiu a idéia do nome Semiotic? Tem alguma relação com a ciência das linguagens, a Semiótica?

SEMIOTIC - Sim, na verdade o nome surgiu da Semiótica. É uma matéria que tive na faculdade, no curso de publicidade, e que me fascinou muito, por lidar com as interpretações de símbolos, signos, e as diferentes percepções do ser humano sobre tudo que o rodeia. Daí até a associação com a música e suas percepções foi um pulinho, hehe.

2) DISCO. - Quais DJs e produtores foram os seus principais "educadores"? Que festas que você mais frequenta (ou frequentava)? Como é a cena de wonky techno de São Paulo, dá pra falar algo a respeito?

SEMI. - Os maiores nomes do wonky estão espalhados na Europa, e dentre os que mais me inspiram estão o Jerome Hill (criador do wonky techno), Michael Forshaw, Cannibal Cookibg Club, Carsten & Recall 8... são muitos, e o legal é que todos eles tem uma amizade muito forte, e uma receptividade muito boa também... Mantenho contato com praticamente todos os nomes que fazem a cena mundial, e digo que este é um diferencial bem bacana, o Wonky em si é muito aberto, muito amigável. Lá fora tenho bastante apoio também do Trevor Wilkes, do Canadá, que divulga muitas das minhas músicas e meus sets também, ao lado de nomes como Mahatma, por exemplo. Aqui no Brasil não temos uma festa específica de wonky, nossa cena é muito nova aqui. Sou o único cara do Brasil que faz live pa de wonky e meu irmão, o Dj Outsider, é um dos únicos que fazem dj set. nós lutamos pra apresentar esse som e seu conceito em vários tipos de festas diferentes, no geral, festas e raves de techno tem sido bastantes parceiras nesse sentido, mas ainda falta muito para termos uma cena sólida, que encorage novos djs.

3) DISCO. - Você chegou a discotecar antes de montar o live? Como, na real, surgiu o projeto? Em quais clubes você se apresentou com o Semiotic?
SEMI. - Me formei disc jockey pela Fieldzz records em 2002, tocando drum´n´bass, depois de 2 anos comecei a tocar hardcore techno e gabba, que é uma vertente muito rápida e pesada. Em 2005 me vi um pouco encurralado a continuar discotecando, porque o preço dos vinis importados era(e ainda é) muito alto, então decidi que ao invés de "comprar", eu iria "fazer" minhas próprias músicas. No final do ano de 2005 conheci o som do Jerome Hill, que estava morando aqui no Brasil, e também foi quando o Michael Forshaw veio tocar na TEMP, e eu conheci o som dele, e decidi que seria isso que eu iria pesquisar e produzir... meses depois conheci pessoalmente o Jerome Hill, que me deu uma força também. Hoje, com um ano de meio de projeto, já me apresentei em festas como A.13!, Planeta Tech, Snootech, Lov.e, Churrastechno, Play (Anhembi Morumbi), Descontrol, Juke Joint, Toy Lounge, Artigo 288, dentre outras...

4) DISCO. - No concurso PLAY, da Anhembi (que você levou merecidamente o prêmio - o 2o lugar), vi você fazer scratchs. Como você vê a relação do techno com o hip hop e o breakbeat?
SEMI. - Ah, o hip hop sempre foi uma paixão, desde pequeno. Porém eu participei mais ativamente da cultura hip hop no graffitti, em meados de 2001. Como o som já fazia parte também do nosso cotidiano, arriscando uns passos de break, assim que eu peguei o meu primeiro toca-discos a reação foi tentar um scratch. Gosto bastante de treinar em casa, e usava muitos scratchs também quando tocava DnB, hoje em dia faço um ou outro pra matar saudade, porque o live me toma muita atenção (rsrs)

5) DISCO. - Qual é mesmo o seu set-up atual? Porque montou assim?

SEMI - Cara, falar do meu setup é difícil, porque a história foi bem longa... Quando decidi tocar eu já tinha meu PC a alguns meses, porém ele não tinha a mínima preparação para a música, e como eu não tinha (e ainda não tenho, rs) recursos financeiros para ter um laptop, levava minha CPU e um monitor de 17" toda vez que ia tocar. Depois de vários perrengues (inclusive no Play, onde passei apertado com meu equipo) decidi deixá-lo mais prático e personalizei ele. Hoje tenho o que eu chamo de 'Pobretop', que nada mais é que uma mini CPU com um monitor LCD parafusado (não, o monitor de 17" antigo não era LCD!) e uso também um controlador midi da M-audio, além de um manche de vídeo-game e uma máscara de pintura com um microfone adaptado. Hoje estou com um set-up bem mais confiável, mas nada exorbitante... não passa de um PC igual ao que todo mundo tem em casa, só que rodando o Ableton Live. :)

2 comentários:

Jeison Borges dos Santos disse...

Firmeza Marmitex!!! Tamo ae, lado a lado!

Unknown disse...

Frequento a casa desse cara!!!! sou amigo dele hehe...