sábado, 19 de abril de 2008

Bem-vindo Meu Nome é Carlos!!!


Oba. A Discompasso ganha um novo blogueiro! O grande conhecedor de linguagens da música eletrônica está com tudo. Acabou de montar um set-up novo para o live PA InterZone Public Adres, no qual este que vos fala também faz parte. Até a nossa estréia de experimentação, que rola dia 25/4 com a volta da Discpompasso (mais em breve), Meu Nome é Carlos aka Fabeo Firsoff estará bem vivo aqui no blog.


Para começar a simbiose, vamos de entrevista com o também
baixista do Hello Dali, banda de rock do Luis Lima. Abaixo, separei a primeira parte das perguntas que fiz pro meu parceiro. Na semana que vem, aguarde pela segunda parte. E depois, ele começa oficialmente a falar direto com os leitores do blog Discompasso, ein?

DISCO - Porque você acha que as pessoas gostam e se divertem com o nome Meu Nome é Carlos? O que este nome te inspira para suas performances praticamente teatrais?

MNEC - Na verdade, eu não tenho idéia do que as pessoas acham do nome, ou ao menos até que me digam. Na verdade, o alter ego não foi elaborado ou idealizado absolutamente. Simplesmente aconteceu. Eu imagino que as performances do Meu Nome é Carlos possam parecer extremamente incomuns, mas é tudo parte de um momento de introspecção, onde me distancio de tudo ao meu redor para não ser deglutido pela timidez fatal.


DISCO - Como é possível tirar tanto suingue de uma máquina e ainda com o mouse? Pode-se afirmar que você faz um remix de seu conhecimento de informática com suas aulas de bateria?
MNEC - Na verdade, não creio que haja relação entre minhas produções e o tempo em que almejei ser baterista. É importante lembrar que deixei a bateria há dez anos sem nunca mais ter contato. Na época em que tocava, eu ainda sofria de perfeccionismo agudo, o que me limitava bastante musicalmente apesar da otimização técnica que me trouxe na época. Acho que o que realmente influencia meus beats hoje, é todo o repertório que eu ouço. A tal da "bagagem musical". Com o passar dos anos, fui expandindo esses horizontes e passei a ouvir coisas que até o Dinheiro duvida.

DISCO - Porque fazer músicas longas te empolgam tanto? Antes de iniciar um longo sequênciamento, o que você tem pré-programado?
MNEC - Quando vou fazer uma música, tento imaginar como seria se ela ficasse legal. Eu ainda chego lá, mas enfim... Quando eu ouço músicas que me agradam, gostaria que elas durassem mais. Então, tento estar preparado eu mesmo para essa possibilidade. Além disso, quando eu preparo uma estrutura para seqüenciar ao vivo, quero tempo o bastante pra poder viajar no som, sem ter que me preocupar em encerrar logo. Talvez fosse diferente se eu tivesse que me preocupar com o formato "radio edit", mas a verdade é que essa noção sequer me agrada.

DISCO - Como que você faz as gravações para o cantor, baixista e violonista Allan Zi? Inclua o processo sobre as que você faz com ele, assinando a autoria.
MNEC - Antes de mais nada preciso esclarecer que não assino autoria de coisa alguma em relação às composições do AllanZi. Pelo nosso acordo, eu estou produzindo "versões" das músicas dele e não um EP oficial, mesmo porque ele recentemente conseguiu uma banda de apoio e ainda está definindo o formato dele.
Mas as gravações que já fizemos até agora foram resultados de um processo relativamente simples. Nós utilizamos meu quarto como estúdio de gravação e a mágica se dá com o computador e uns microfones. Acho importante criar um formato de gravação em que o Zi se sinta confortável para trabalhar de forma à extrair a melhor performance possível, então, ao invés de gravarmos em cima da bateria, eu armo um loop que ele usa de marcação para gravar o violão. Na seqüência ele grava a voz e por fim o baixo. Só então eu retiro o loop de batida do projeto e sequencio pessoalmente uma batida mais polida e variante. Feito isso, inicia-se a sessão tédio em que ele aguarda que eu termine a mixagem. Até o momento, realizamos sempre a gravação completa de uma faixa por dia.

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